O "Abraço à Vela" começa com a ida de três amigos do Brasil até Angola, em Dezembro de 2005. No mar, a amizade, os Abraços, perduram e agora o Mussulo II sairá de Cabo Verde para o Brasil. Outra ligação entre povos que estão ligados desde os princípios das suas histórias! Bons ventos!
sexta-feira, julho 24, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009
Devemos zarpar amanhã às 6h, locais. Vamos dormir esta noite a bordo.
Nas fotos, algumas imagens de Mindelo, com destaque para o Mercado Municipal, casa do Benfica, a tripulação a trabalhar e os sapatos do Victor que são a inveja da tripulação; comprou no Sal enquanto esperava pelo avião para Mindelo: 1 dia.
Barco está bem. Hoje deve ser a inspecção da Veritas e instalacção do Navitex. Comida já a bordo, tudo 100%.
abraço / Nico
terça-feira, julho 21, 2009
Tripulação reunida com os apoios no Mindelo , Raul Soule e Emanuel Soule, o Kiki
Estão prontos! Tripulação reunida no Mindelo. Partida prevista para amanhã se o tempo o permitir.
Visita e retoques no ex Mayra, que à chegada ao Brasil se transfomará no MUSSULO II.
quarta-feira, julho 15, 2009

Projeto da nau "Santa Maria", do Cristovão Colombo, que também saíu de Mindelo!
Quem sabe um pouco de história dos Descobrimentos, sabe que desde que o Bartolomeu Dias dobrou o Cabo depois chamado da Boa Esperança, até ao envio de uma frota de naus até à Índia, decorreram dez - 10 - anos! Dez anos de preparativos, sobretudo no mapeamento de ventos e correntes no Atlântico Sul que levou, ninguém duvide disso, à descoberta do Brasil, descoberta essa logo "encoberta" pelos cautelosos reis de Portugal e dos Algarves d'Aquem e d'Alem Mar... etc.
terça-feira, julho 07, 2009
O Capitão Vingança !- preparar (já está preparada há muito!) a lista das provisões que os tripulantes devem levar para a viagem, com indicação expressa de que não devem deixar de comer a "papa" do matabicho (!) que tão bons resultantes provou já; não engorda mas alimenta! E
sexta-feira, julho 03, 2009
Largada de Cabo Verde
Dia 22 de Julho próximo, se as condições de tempo o permitirem! Tempo estimado de viagem, mais vento, menos vento, uns 12 a 14 dias.
O barco vai-se equipamento com alguns itens indispensáveis para travessias oceânicas, e a tripulação também se preparando física e mentalmente para enfrentar mares “novos”, para alguns.
Têm sido feito “exaustivas” reuniões de trabalho, como se documenta pelas fotos mostradas, visando estudar meteo e rumos, mas podiam aproveitar e ver como fizeram semelhante travessia tanto o grande Vasco da Gama quanto o seu Cabráu, há mais de meio milênio! Não vai ser muito diferente a rota a seguir, mas...
Há o temor dos furacões e/ou ciclones, que a mudança climática global tem estado a provocar com cada vez mais intensidade e fúria, e como aqueles mais devastadores que atingem o Caribe e a costa do México e EUA se começam a formar lá pelas bandas de Cabo Verde, todo o cuidado é pouco. Aliás isto é uma verdade para todos aqueles que se decidem a entrar mar adentro.
Nesta altura do ano não devem apanhar mais que um ventinho bom e forte, nos dois primeiros dias à saída de São Vicente, ainda por cima vindo do Norte, e depois ventos fracos ou calmarias quando chegaram à zona dos doldrums.
De qualquer modo a viagem tem todas as condições para ser um magnífico passeio, e desde que se respeite e se prestem as devidas homenagem ao Rei Netuno, só lhes restará, Deus o permita, que cheguem ao destino satisfeitos, e com aquele aspecto saudável de homens do mar que só tiveram que enfrentar bons ventos e boa mesa!
A partir da véspera da largada iremos dando notícias diárias do comportamento geral da navegação e dos mui valerosos marinheiros, e para quem quiser transmitir alguma mensagem – só de interesse; nada de mariquices como mandar beijinhos, saudades e desejos de boa viagem – podem mandar para o email oyarzun@terra.com.br que se lhes fará chegar. Atenção só as que tiverem interesse!!!
Até breve.
quarta-feira, junho 03, 2009
Apresentação “oficial” da distinta tripulação
Data prevista para a largada 19 de Julho próximo, e uns 12 dias de navegação. Mais ou menos...
Está definida a tripulação:
O comandante: José Guilherme. Depois da famosa travessia do “Abraço à Vela”, já muito desenvolveu as suas velejadas, não só por outra região de sonho – a Baía de Angra dos Reis – como participou, mais uma vez na regata REFENO, entre o Recife e Fernando de Noronha.
Além disso, depois que no Atlântico Sul, a caminho de Angola, teve que subir umas cinco vezes ao topo do mastro, de onde a vista pode ser muito bonita, mas uma queda... muito feia, foi treinar paraquedismo! Nas fotos abaixo vê-se o cada vez mais jovem comandante entrando em outros ares, por ele nunca antes navegados! (fica-lhe bem o capacete de paquedista! Um pouco mais gordo, mas muito sexy!)

Ainda dentro ao avião, a ajudá-lo para o grande salto vê-se, bem, um dos novos tripulantes:
- Bernardo Guerreiro, jovem marqueteiro de 25 anos, que aos 7 anos de idade iniciou as suas velejadas nos famosos Optimist, e acabou por ser um experimentado marinheiro na difícil costa de Portugal e sul de Espanha. Pela outra foto dele, vê-se que andou também treinando no “velho e bom Mussulo, lá para Angra. Deverá, nesta nova travessia ser neptunamente batizado - ele e o “Mayra” - ao cruzarem o linha que divide o planeta em Norte e Sul. Não deve livrar-se de ser lançado borda fora, melhor ainda, para ele, se estiverem nos doldrums, mar espelhado, um calor de torrar a moleirinha, onde os 78 HP do motor do Mayra serão uma benção!
- A seguir vem o Victor Mestre: idade por ora desconhecida, pele enrustida por muitas navegações, físico q.b. capaz de substituir (quase) sem saudade o atleta Mateus (a caminho de Angola), com a responsabilidade, entre outras, de lidar com o imenso genneker, que deverá ficar muito tempo envergado neste trajeto.
- Finalmente o grande imediato, encarregado da logística, navegação, disciplina, boa disposição e outras finalidades, o piloto que conduziu o “Mussulo” na sua histórica entrada na baía do Mussulo em 6 de Janeiro de 2006 (como o tempo corre...), o Nico Pereira de Almeida, cujo curriculum navegatório encheria vários volumes de diários de bordo. Na foto, ele analisa minuciosamente algo eletronicamente misterioso.
Uma olhadinha no interior do “Mayra” dá para se ter uma idéia do “incómodo” que estes esforçados velejadores vão enfrentar! (Se inveja fosse tinha... olha quantos carecas apareceriam!)

Bons ventos a todos, muita água em baixo da quilha, e vamos dando notícias, sempre que aparecerem.
Durante a travessia poderemos segui-los neste blog, localizando no Google a sua posição no mar, além das notícias da vida a bordo.
3 de junho de 2009
terça-feira, abril 28, 2009
Vejam só que belezura !A tripulação, ainda em fase de definição, será composta pelo Comandante José Guilherme Pereira Caldas, levando com “Imediato” o Nico Pereira de Almeida e ainda Victor Mestre, cozinheiro quando não estiver enjoado, "trimmer" do balão..., navegador, ou seja o "faz-tudo". Há dois convidados "extra" Bernardo Guerreiro e José Filipe Caldas de quem se aguarda a confirmação da sua participação, para se lhes serem atribuídas as respectivas funções.


Bons ventos ao MAYRA! Muita água em baixo da quilha! E que eu ainda possa gozar um pouco dessa vida de mar, mesmo com o fisico a querer dificultar!
Abraços a todos
tio Chico
28.Abril.2009
segunda-feira, janeiro 28, 2008
O lançamento no Brasil








terça-feira, janeiro 08, 2008
Lançamento do livro no Brasil * São Paulo e Rio de Janeiro
A FESTA EM LUANDA * O lançamento no Brasil
Como não podia deixar de ser foi no Club Naval de Luanda. Rodeados de amigos e desportistas, viveram-se momentos de muito carinho, uma vez mais, enquanto houve a oportunidade de voltar a abraçar tantos amigos e "sobrinhos" que nos haviam recebido no final da travessia.
No dia seguinte já nos eram feitos alguns comentários ao que haviam lido!
sábado, novembro 24, 2007
“Regresso dos Cavaleiros da “Ordem da Gota d´Água no Oceano”
A semana que acabou ontem, teve como protagonistas de relevo, 2 dos Valentes Marinheiros do Veleiro “Mussulo, que em Janeiro de 2005, trouxe a Luanda, depois de uma corajosa e arriscada travessia atlântica, ligando o Rio de Janeiro a Luanda, e consecutivamente, o Brasil a Angola, cujo nome de projecto teve como designação: “Um Abraço à Vela”, e que, acabou dando título ao Livro “Mussulo – Um Abraço à Vela”, escrito pelo tio Chico (Francisco Amorim), o mais velho dos Bravos Tripulantes, o qual, foi lançado aqui em Luanda, ontem, dia 15 de Novembro, quase 3 anos depois de tal epopeica aventura oceânica.
O acto solene do lançamento, aconteceu no Clube Naval de Luanda, cujos associados, estiveram entre aqueles que primeiro receberam o “Mussulo”, ao largo da famosa Ilha do Mussulo, que se situa ao largo da região costeira sudeste de Luanda.
Presentes para o acto, estiveram entre associados e amigos, à volta de umas 50 pessoas, tendo grande parte adquirido o Livro, ao preço de simbólico valôr.
O acto foi presidido pelo Jacques dos Santos, Membro da União de Escritores Angolanos e Presidente da Associação Cultural “Chá de Caxinde”, que ao mesmo tempo, tem como membros alguns dos mais conhecidos Escritores e Intelectuais cá da praça, tendo ainda tido como introdutor e apresentador da presente obra literária, o associado do Clube Naval, Baptista Borges, que fez uma muito bem conseguida introdução verbal ao livro “Mussulo – Um Abraço à Vela”.
Consideramos estarem de Parabéns, tanto o Tio Chico, como o próprio Comandante do Mussulo, o Guilherme Caldas, que foi talvez, o principal protagonista desta epopeia aventureira marítima, que ao mesmo tempo, é o dono do veleiro “Mussulo” e promotor principal dessa viagem oceânica, que ao fim e ao cabo, e como bem disse Baptista Borges,a determinado momento de sua intervenção apresentadora da obra, uma gota de água num imenso oceano.
Estamos em crer que, essa sua introdução verbal, de profundidade e sensibilidade elevadas, virá a ser brevemente divulgada na Internete, pelo Tio Chico, quando em seu regresso, esta semana que vem, ao Basil, dando a todos que aqui nos acompanham nesta narrativa escrita, o teor da bela intervenção/introdução do Baptista Borges.
A seguir à introdução do acto do lançamente do Livro, deu–se o acto consecutivo da assinatura de autógrafos, por Tio Chico, numa mesa, e por Guilherme Caldas, situado numa mesa oposta à do Tio Chico.
Antes e depois da aquisição do Livro e da sessão de assinaturas de autógrafos, houve tempo para muita troca de saudações, pedaços de estórias e histórias, tanto da viagem em si, como de outras sobre vivências passada e actuais, em Angola, para beberete e para petiscar alguns salgados, o que engrandeceu sobremaneira o convívio dos que ali estiveram entusiásticamente presentes ao acto e que muito ajudaram a engrandecer o acto em si.
Muitas fotos foram tiradas, as quais, esperamos venham a ser colocadas em breve aqui na Internete, para posterior envio para todos aqueles e aquelas que nutriram e continuam a nutrir interesse por tal valorosa façanha, que acabou ligando Brasil e Angola num fraternal e elevadamente simbólico “Abraço à Vela”...
Um abração respeitoso a todos os que seguiram o dia-a-dia da travessia do “Mussulo” e seus intrépidos guerreiros das ondas do mar.
manuel de sousa
Luanda – Angola
sexta-feira, novembro 23, 2007
Lançamento do Livro em Luanda
Rodeados de amigos e "marinheiros" de vela ou de motor, animação "à angolana", agitação na esplanada do Club Naval de Luanda, noite bonita, uma brisa suave, dengosa, a dizer-nos baixinho para não sairmos mais de Angola!
São as "kiandas" das águas doces e salgadas a acariciar-nos e a quererem levar-nos para os reinos de fantasia das profundezas!
Bonitas as palavras dos apresentadores do livro. Primeiro do Mário Fontes, como Presidente do Club e depois do Zé Batista Borges representando os amantes do mar.
E os velejadores, José Guilherme e tio Chico com dificuldade em lhes agradecer, bem como aos que tornaram possível a existência do livro e a festa de lançamento.
Bem hajam a todos
MUSSULO, UM ABRAÇO À VELA
Brasil – Angola – Brasil, o realizar de um velho sonho
Por Francisco Amorim, o “Tio Chico”
Lançamento do livro no Clube Naval de Luanda
Apresentação de Mário Fontes
16.Novembro.2007
O conteúdo do livro que é hoje aqui apresentado, centra-se em duas componentes principais:
- a AVENTURA, inerente à realização de duas travessias no Atlântico Sul ( Rio de Janeiro – Namibe e Luanda – Santa Helena – Rio de Janeiro)
- o SENTIMENTO, que decorre do regresso a ANGOLA de dois dos tripulantes, o Comandante José Guilherme e o Provedor de Proteínas, o Tio Chico, após uma ausência longa de 30 anos.
Por não ter vivência em qualquer uma delas, já que nunca fiz uma travessia e nunca tive outra casa senão Angola, não poderei, com a devida propriedade, apreciar o que este livro expressa e procura transmitir.
Porem, sendo um amante do Mar e da Aventura, e um Ser Humano que, por definição, “sente”, li este livro “de um bordo só”, como num largo de ventos prazenteiros e bonançosos.
A descrição da preparação da viagem, feita em tempo record, é pedagógica e útil, mesmo para quem não se queira aventurar a passeios tão longos.
Percebemos a complexidade de algo que à primeira vista parece simples, afinal é só ir de barco de um porto a outro!
Várias lições se extraem, em todos os aspectos da preparação, com relevo para o equipamento, a redundância, a segurança.
No capítulo da Alimentação a Bordo, o leitor pode recolher muitas ideias interessantes e originais, e também e mais uma vez comprovar que, afinal, no receio de passar fome, sempre sobejam provisões.
Mas o velho ditado, “quem vai para o mar avia-se em terra” tem que ser respeitado, mais valendo sobrar do que faltar.
Confrontados com vários problemas e falhas de equipamento, transparece que é afinal a COESÃO DA EQUIPA o elemento mais importante para enfrentar situações adversas.
E este TRIO demonstrou ser uma verdadeira equipa.
O rever de Angola tantos anos depois, em especial para o Tio Chico que aqui viveu, nas suas próprias palavras, “o período de mais entusiasmo na vida de qualquer homem”, com o reencontro de pessoas, lugares e paisagens, despoletaram sentimentos fortes e que abalariam o mais empedernido.
O livro é também uma lição do SENTIR, SAUDADE e AMIZADE.
Gostei de ler e recomendo.
Parabéns à tripulação do Mussulo por este ABRAÇO.
Parabéns Tio Chico.
Muito obrigado.
Mário Fontes
* * * * * * * * * * * *
"MUSSULO"!
UM ABRAÇO A VELA!
Um abraço, um simples beijo, um carinho, exige sempre a participação de dois seres, ligados de qualquer forma, por laços de amizade, respeito mútuo, vivências conjuntas, anteriores ou actuais
O Brasil é sinónimo de uma grande terra, de um grande País!
A Angola de agora é um País novo, cujas raízes muito antigas, estão espalhadas, quer queiramos ou não, pelos 4 cantos do Mundo!
Angola tenho-a não só como o País que me viu nascer, ao meu Pai, irmãs, e tantos outros!
Uma Mãe de regaço enorme, com profundas riquezas, onde a que mais se nota é a amizade com tudo e com todos, o bem receber, o dar sem querer nada em troca, apanágio deste bom Povo!
Apesar duma guerra, imposta, durante mais de 30 anos, apesar das dificuldades que quase todos ainda atravessamos, continuamos a ser como dantes, a sermos nós, a sermos verdadeiramente acolhedores, enfim, a sermos Angolanos!
Infelizmente não pude receber o veleiro Mussulo, como queria!
Dar finalmente um abraço ao Tio Xico grande amigo do meu pai, que me reconheceu ontem pelas parecenças! Ao Zé Guilherme Pereira Caldas, que conheço desde miúdo!
Estava na altura ausente de Angola, mas a acompanhar atentamente a viagem via Internet!
Comigo estavam muitas gentes do Mar, da Terra, e porque não do Ar, que em todo o Mundo se preocuparam com esta sempre audaciosa viagem, num barco que não passava de uma simples gota no Oceano!
"O REVER DAQUELA TERRA, I O SENTIR UM POVO EXTREMAMENTE SOFRIDO, COM TANTOS E TANTOS ANOS DE SERVIDÃO E GUERRA, QUE MANTÉM UMA FORTISSIMA ESPERANÇA MANIFESTADA POR UMA POSTURA SIMPLES MAS ALEGRE NUMA AGITAÇÃO INCONCEBIVEL TENTANDO SIMPLESMENTE VENDER A OUTREM O QUE QUER QUE SEJA! “
À ESPERA QUE OS RESPONSÁVEIS ESQUEÇAM OS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES E AINDA ALGUNS O PROBLEMA DAS CORES DAS PELES..."
"QUE SE DEIXE DE DISCUTIR SE O TEMPO COLONIAL FOI BOM OU RUIM! TODOS NÓS VINDOS DE ONDE QUER QUE SEJA, DE QUALQUER PARTE DO MUNDO SOMOS
MESTIÇOS DE TANTOS POVOS QUE SEMPRE, SEMPRE, SE CRUZARAM,
CONQUISTARAM, FORAM CONQUISTADOS, E SE EXPANDIRAM."
"NÃO PERCAM JAMAIS, A ESPERANÇA.
NEM ESQUEÇAM QUE ESPERANÇA NÃO É PLANO DE VIDA.
HÁ QUE PLANEJAR O FUTURO! JA HOJE! PARA TODOS,
SEMPRE COM TODA A ESPERANÇA E MUITO ENTUSIASMO". (sic páginas 170 e 171)
Esta foi uma (pen) última mensagem aos angolanos dada pelo Autor do livro, o Tio Xico!
Depois de ter lido "Um Abraço á Vela", certifiquei-me que mais uma vez não deixamos os créditos do receber angolano, por mãos alheias!
Recebemos os nossos amigos do outro lado, com muitas raízes depositadas aqui, da melhor forma de que fomos capazes e eles no livro frisam-no maravilhosamente!
Conheci o Pai Pereim Caldas nos meus tempos de meninice e.convivi muito com os seus filhos, mais novos do que eu, a quem, por nítida diferença de idades, não podia dar muita confiança!
"Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" e foi com imensa pena que não pude estar no Clube Naval a receber, não os heróis, porque de heroismos estamos fartos, mas os nossos companheiros velejadores que cumpriram um sonho que todos nós amantes da vela, algum dia gostaríamos de ver realizado, uma travessia Atlântica!
Vimos todos os dias chegarem ao Clube Naval: novos barcos á vela!
Raramente os vemos zarpar, fundeados em imóveis poitas e marinas!
Limitam-se, em fins-de-semana mais prolongados, a servirem de hotéis aos seus Comandantes e famílias, na sempre calma Baía do Mussulo!
Apenas mantemos na Angola actual a regata Luanda Lobito-Luanda (440 milhas), quando em 1988, os nossos veleiros, em regatas diversas, ultrapassavam de longe a milhagem coberta por todos os regateiros de Portugal!
A minha Mãe sempre me ensinou que qualquer visita, desde a mais simples á mais complicada, tinha que ser sempre retribuída!
Não terá chegado a hora de retribuirmos ao José Guilherme Mendes Pereira Caldas, ao Tio Xico, ao Matheus Miranda Barbosa, extensivo a todo o Brasil, esse grande abraço que nos deram em 2005/2006?
Proponho aqui, no lançamento deste livro simples, honesto, de leitura fácil, sempre absorvente, cuja feitura voltou a despertar em mim e penso que não só, um sonho antigo, o enorme desejo de começar a pensar, já, numa travessia Atlântica!
Aconselho vivamente a leitura desta obra, quanto mais não seja para sentirmos um pouco, o nervoso miudinho de não estarmos lá!
Enfrentando tempestades, rizando velas, reparando as rasgadas, baloiçando ao acaso nas irritantes calmarias e sorrindo para os golfinhos que passam!
Que se organize a partir de hoje um outro abraço!
Desta feita Angola - Brasil - Angola, muito facilitado pela experiência bem expressa nesta obra pelos navegantes da embarcação Mussulo!
Para que fique registado na História dos nossos dois Paises, que a saudade de um abraço, só pode ser diluída, com um outro abraço de saudade!
Baptista Borges
N. Fotos do lançamento... só daqui a alguns dias!
sábado, novembro 17, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
ATENÇÃO ANGOLA

domingo, setembro 23, 2007
Entrevista na televisão portuguesa
http://www.youtube.com/watch?v=AKppMrTyjOs
quarta-feira, setembro 05, 2007
Mais um pouco do livro
O rádio cada vez pior, se possível isso fosse, não permitindo saber se ao menos as coordenadas do meio dia tinham sido entendidas. Já não se conseguia transmitir nada. Tão logo o rádio dava sinais de recuperar tentava-se emitir somente: - Amanhã à tarde Mussulo. Mas nem isso se captou!
Ao meio dia do dia 6, motor desligado, quase 8 nós, vento de través soprando de SSW, céu limpo, mar com ondulação dengosa, uma beleza. Todos de tronco nu, até o Tio pela primeira vez, mas abrigado, à sombra, sem o chapéu que percorrera 4.000 milhas.
À noite o vento bom manteve-se até tarde, do mesmo quadrante e assim que caiu voltou o motor. Não se podia perder nem mais um instante!
As comunicações pelo rádio praticamente impossíveis. Mal se informava que o destino era o Mussulo e não Luanda, assim mesmo mal compreendidos pelos interlocutores.
Durante este trajeto ninguém quis saber de soltar uma isca-amostra para pegar peixe que, certamente naquela rica costa, não faltaria. O que todos queriam, muito, era chegar logo ao Mussulo! O próprio “Mussulo” resfolgava ao vento ou na falta deste a motor.
sábado, setembro 01, 2007
Mais uma passagem do livro

06h30 com vento de 15 a 20 nós não passamos dos 4! Só no grande! E ainda nos faltam 815 milhas para o Namibe. Ao meio dia o ponto dava-nos uma miserável singradura de 86 milhas!!!
Depois um “quase motim” o Comandante concordou em se usarem manilhas, mosquetões ou o que se encontrasse a bordo disponível para envergar a genoa. Usámos até dois mosquetões de bolsa de viagem que, coitados, ao primeiro puxão de vento sumiram. Os amarrilhos cada vez que subiam e desciam na adriça em aço do ginneker, a fazer de estai, cortavam-se quase todos. Mais algumas horas a improvisar este novo “sistema”, subiu-se definitivamente a genoa às 12h00. E nunca mais se romperam os amarrilhos nem a genoa deixou de nos ajudar com alguns bons nós a mais de andamento!
De manhã progredíamos a 4 nós e agora, com a genoa, entre 7,5 e 8,3! À noite mantinha-se o andamento, a nossa posição era 20° 53’S e 00° 36 W, rumo 55-60° com vento de 18 nós SE, galgamos o que nos falta do oceano, a 7 - 7,5 nós! Estamos quase a passar para Oriente de Greenwhich!
Contatámos com o Victor Reis, o rádio amador do Namibe, e ainda com o Almeida e o Pinto de Johannesburg, que nos informaram que o João Costa anda à procura da peça do piloto automático e que vai, de certeza resolver o assunto.










