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28-Maio-2010
O "Abraço à Vela" começa com a ida de três amigos do Brasil até Angola, em Dezembro de 2005. No mar, a amizade, os Abraços, perduram e agora o Mussulo II sairá de Cabo Verde para o Brasil. Outra ligação entre povos que estão ligados desde os princípios das suas histórias! Bons ventos!

Mindelo, Cabo Verde, visto pelo Google
Mindelo, o “nosso”, na ilha de São Vicente, descoberta em 1462, pertence ao grupo das ilhas de Barlavento, mais a Norte, tem um clima agradável, e gente ainda mais. O seu Porto Grande, o melhor de todas as ilhas foi quem lhe proporcionou o desenvolvimento que hoje continua a ter.
Mapa "turístico" de Cabo Verde
e visto pelo Google

Só no começo do século XVIII a ilha começa a ter alguns habitantes, tendo começado por se chamar Nossa Senhora da Luz, depois D. Rodrigo, mais tarde Vila Leopoldina em homenagem à Imperatriz do Brasil, mulher de D. Pedro I, e só em 1838 fixou o seu nome em Mindelo. Em 1858 foi elevada à categoria de Vila e em 1879 a cidade. Neste século XVIII algumas das outras, como Santiago, Fogo, Brava, foram alvo de constante ataque de piratas, franceses e ingleses, que roubavam e destruíam tudo o que as pobres populações, Deus sabe com que esforço, obtinham para sobreviver em clima tão difícil.
Com o início da navegação a vapor fez-se necessário um ponto de escala e reabastecimento de carvão para os navios que demandavam a América do Sul, a África e até o Oriente, uma vez que não existia ainda o Canal do Suez.
Assim em 1850 o governo português autoriza o cônsul britânico, John Rendall, a instalar na ilha um depósito de carvão, com essa finalidade.
Começa aí o desenvolvimento de São Vicente e particularmente de Mindelo onde se encontra o seu magnífico porto de mar, que volta a decair quando os navios deixam o carvão como combustível e passam a óleos. As companhias petrolíferas interessam-se pela “herança” e instalam depósitos de nafta. Hoje, já sem essa “clientela” marítima Mindelo voltou a crescer, é já um magnífico atrativo para o turismo, não só para aqueles que indo da Europa procuram lugares exóticos e sossegados para curtir umas belas férias, como praticamente todos os velejadores que cruzam o Atlântico, para as Américas ou para África. Os nossos navegantes trouxeram saudades dos bons “Abraços” que deram naquela terra, das mornas e coladeiras que por lá ouviram (e dançaram ?), e continuam agradecidos a todos aqueles que os ajudaram,

Entretanto o MUSSULO II descansa algures por aqui. Bonito, hein?
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Bem chegados! Basta ver a cara de quem fez tanto "sacrifício"!
E o "MUSSULO II" descansando dos maus tratos do mar... e dos tripulantes, impondo-se no meio de dois possíveis pernambucanos.
O José Filipe a fotografar para a posteridade (também) essa chegada, mandou dizer por email:
Estamos no molhe do porto e já se vê o Mussulo ao largo. Devem entrar no porto as 15:00 hrs GMT. Não podem entrar no clube Cabanga onde ficara o Mussulo porque a maré esta baixa. Somente as 20:00 poderão entrar. Entretanto vão tratar da questão legal de entrar no Brasil.
Cerca de 2.000 milhas ainda a conferir.
Abraços a toda a tripulação.
Esperamos que tenham trazido alguns sarrajões!!!



