segunda-feira, junho 20, 2011

Recife – Mindelo

Mussulo II

A tripulação


Para conhecerem bem a magnífica tripulação que vai levar o Mussulo II de volta a Cabo Verde, facilitemos, apresentando: três Carlos e um José! Fácil de fixar, hein? E também fácil saber que dois são médicos e dois engenheiros. Nada faltará a bordo, saúde, tecnologia e boa disposição.

Por ordem alfabética temos em primeiro lugar:

Carlos Ballarati, o mais jovem, 47 anos.

Medico Patologista Clínico, Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clinica Medicina Laboratorial.
Navegador desde os 10 anos, quando em Ubatuba, aventureiro amador, tendo percorrido os seis continentes, fazendo trilhas e safáris fotográficos , inclusive na Antártica.
Percorreu o Brasil em 2001 a bordo de um Land Rover, passando pelas principais chapadas brasileiras.
Mergulhador e praticante de esportes de aventura.

Como se vê, se o Mussulo se enganar na rota, e em vez de seguirem para norte forem para o sul, já têm um expert em frio e gelo. Além disso eventual conserto no fundo do barco... está garantido.

Carlos Eduardo de Campos Maia, 61 anos, brasileiro, casado, três filhos, dois netos, engenheiro civil.
Consultor de tecnologia de informação aplicada à gestão de negócios, com ênfase em organizações sociais sem finalidades lucrativas.
Iniciou o contato com a vela com 14 anos quando construiu o seu primeiro veleiro a partir de um projeto publicado na revista Mecânica Popular.
Nos anos 70 adquiriu seu primeiro veleiro de oceano, um Guanabara de 23 pés, que foi um dos três primeiros veleiros do Yacht Club de Ilhabela, de onde foi Diretor de Vela e de Náutica por mais de 18 anos.
Foi um dos organizadores das primeiras semanas de vela de oceano de Ilhabela.
Nos anos 80 e 90 foi sócio diretor da Fast Yachts, fábrica de veleiros de oceano de 23 a 50 pés, fundador da Freeze Boat, fábrica de equipamentos para barcos, e sócio, projetista e construtor do Pier 26, estaleiro de serviços para embarcações no Guarujá.
Participou como organizador e velejador em diversas regatas no Brasil, Ilhabela, Santos, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Recife-Fernando de Noronha e atualmente é tripulante do Mussulo II e do Helios II com a função de Sail Trimer (ajustador de velas).
Com este currículo de regatas, vai encurtar a viagem!
Carlos Pereira de Almeida, o Nico, "longe dos 60".
Moçambicano do Chimoio, uma simpática cidadezinha ao longo do Caminho de Ferro da Beira-Zimbabwe, casado com a Eduarda, pai da Tânia, Tiago e Daniela e avô da Camila e João Pedro.
Engenheiro civil e farta-se de trabalhar. Fez, durante muito tempo, desporto de competição natação e vela. (Nos intervalos dos fartos trabalhos!)
Começou a velejar aos 16 anos em Lourenço Marques, Maputo, no Clube Naval.

Mais tarde, em Luanda seguiu o percurso de quase todos os velejadores angolanos. Fui para a “BUFA”, o meu Mestre foi o Coelho. Velejou ainda com o Barreno e Pescarias.
Tempos depois, ingressou no Clube Naval de Luanda, (grande) atleta desde 1969 a competir nos SNIPES no meio dos campeões todos, Paulo Santos, Domingos Borralho, Orlando Sena Rodrigues, F. Farinha, etc. Era “maçarico” (iniciante!) e foi uma boa escola. O seu último SNIPE era famoso, o “Chuleo”, por causa do fabricante.
Mais tarde passou para a vela de cruzeiro, no “Lecticia” (de seu Pai), depois o “Lwena” (o meu 1º cruzeiro – Zeester) e agora o “Lecticia II”( um catamaran igual ao Queen Mary!). Milhas navegadas, muitas, muitas mesmo, em diferentes mares, sempre com tripulação. Não pode navegar sozinho, porque nada sabe de mecânica, nem de electricidade e normalmente, nessas especialidades, onde mete a mão estraga ou desafina. Virtudes náuticas: bom “garfo” e não enjoa.
Desafios para o futuro, alguns. O mais importante, ensinar a 4ª geração da família, a gostar e andar à vela. Já começou pela neta Camila.
É Patrão de Costa e Irmão da Costa.
É tudo, e como diz o poeta;

“ navegar é preciso, viver não é preciso”.

(N.- Mas se não viver como vai navegar?)

E por fim, ou últimos são os primeiros e o comandante é o último a abandonar o barco, o único Zé, o famoso comandante dos Mussulos:
José Guilherme Pereira Caldas. 49 anos (bem vividos), médico neurorradiologista intervencionista, professor livre-docente do Departamento de Radiologia da Universidade de São Paulo, coordenador médico do Serviço de Radiologia Intervencionista do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Profissional com grande experiência na área, 72 artigos publicados em revistas internacionais, organizador de livros (3), inúmeras palestras e participações em eventos nacionais e internacionais.
Velejador desde criança, aprendeu a velejar com o seu irmão mais velho - José Filipe, no Mussulo, uma ilha, ou melhor, uma restinga perto de Luanda e daí o nome dos seus barcos. Velejou na juventude em monotipos sendo o Snipe a classe em que disputou maior número de regatas especialmente enquanto morava em Vitória no Espírito Santo. Devido à necessidade de se dedicar aos estudos médicos deixou de velejar por 17 anos e retomou em 1999 com a aquisição de um oceano de 30 pés - o Liberty - no qual velejou pela costa do Brasil, muitas vezes em solitário, por mais de 3.000 milhas. Posteriormente sucedeu-se um B&B 35 pés e após um FAST 395, o primeiro Mussulo da série e com o qual foi a Angola e voltou. O Mussulo II - um Bavaria 49 - foi adquirido em Cabo Verde e trazido para o Brasil, nele venceu por duas vezes a Regata Sir Peter Blake (Regata de Volta à Ilhabela), 2009 e 2010 e foi segundo lugar na REFENO 2010, na sua classe. Nos últimos dois anos tem se dedicado às regatas e recentemente em sociedade com um amigo - Marcos Lobo, o Lelo - compraram um Delta 32 versão cruzeiro - o Helios - que está sendo adaptado para regatas e a próxima participação será na Semana de Vela de Ilhabela em julho.

Com esta tripulação, no tal Bavaria 49, e comunicação via satélite, gentileza da SISTEC, vale a pena dar a volta ao mundo!

A seguir vão as "belezas" dos magníficos, pela mesma ordem, só que duas do aventureiro da antártica para assegurar os friorentos:




Aqui, o Comandante no Bavaria 49


Bons ventos e muita água embaixo da quilha...





















terça-feira, junho 14, 2011

O novo Abraço

Recife – Mindelo

MUSSULO II

-2-

Perdão! No texto anterior fiz uma tremenda confusão! Em vez de emendá-lo, visto que já muita gente leu, prefiro fazer aqui a retificação. Vamos nessa:

1.- O Capitão Vingança NÃO é o Victor Neves, mas sim o João Costa. Assim, o extraordinário currículo apresentado como sendo do Victor é do famoso Capitão Vingança, de quem vai a seguir uma foto, com pouco cabelo, mas muitos milhares de milhas debaixo dos pés... e da quilha.

Como vêem, está a rir da minha cara, pela confusão feita, em vez de me insultar! Bem haja CV!
2.- Vamos agora ao currículo do Victor... pela negativa: o que ele deixa de fazer a bordo, de acordo com a opinião do Nico (a apresentar no próximo texto!)
Por dificuldades familiares e profissionais, o Victor não nos acompanha nesta viagem!
Elemento permanente da tripulação. Falta muito sentida, IMEDIATO esmerado e duma eficiência ímpar.
Responsável pela Logística, em terra e no mar, pelo “Service Room” a bordo, e pela produção de pão. (Que falta isto faz!) Desta vez, a única alternativa é passar a receita ao Balla.
Tesoureiro da tripulação, nunca prestou contas. (Nem precisava!)
Velejador exemplar. Mestre de cozinha de 1ª Classe.
Vamos deixar de ter anedotas de portugueses a bordo, e sentir a falta dele.
Não sabemos quanto tempo andou no mar, mas a verdade é que, com este “choro” que lhe fazem os habituais parceiros, vai mesmo fazer falta.
A foto com um peixe semi preparado, é mesmo dele.

Outra falha, (quase) imperdoável, é que não mostramos os responsáveis pela manutenção do Mussulo II, e sua ida até Recife. Digo “quase” porque só hoje chegou!
Aqui vão eles, Marcelo, Leo e Paulo, a quem não falta competência e boa disposição, e que devem ser uns ótimos parceiros a bordo.

Também já houve reclamações por não mostrar o Mussulo II, que, após a travessia ficará em Mindelo o que não seria justo. Aqui está ele em toda a sua beleza, sendo objeto de minuciosos, e indispensáveis cuidados




Na próxima serão apresentados os "navegantes"!


14/06/2011





segunda-feira, junho 13, 2011

O novo Abraço


Recife – Mindelo

MUSSULO II

Grandes preparativos, Mussulo II revisado, e duas equipas, a de mar, e outra de terra, prontas para o zarpar desta nova travessia.
Com tanta troca de informação entre as equipas, estamos em crer que se preparam para dar a volta ao mundo! Tripulação têm, boa, e barco também. Mas parece haver alguma saudade daquela linda terra das “mornas e coladeiras”, como a atração de Ulisses pelas sereias. Será isso... também? De forma que o programado é chegarem mesmo a Mindelo. Talvez faça mais doer não ir a Mindelo, do qeu dar a volta ao mundo.
Mas vamos lá: o barco.
Como já sabem o Mussulo II é um belíssimo Bavaria 49’, já fotografado no texto anterior, mas que foi submetido a rigoroso controle:
- a bomba do dessalinizador que estava estragada já funcionou perfeitamente, agora falta testá-la montada para ver se as membranas ainda estão operacionais;
- o Maia estava nos últimos "finalmentes" do freezer, mas ainda há alguns vazamentos que esperamos ser solucionados amanhã;
- amanhã (dia 8, passado) arrumação do barco e fazer uma velejada noturna, voltando no domingo para ver se tudo funciona;
- (dia 9) o barco está praticamente pronto para a viagem, arrumado, abastecido com diesel inclusive os tambores de reserva;
- observados pequenos detalhes (vazamento pequeno no boiler, estação de vento com mau contacto), que precisam serão logo corrigidos;
- o Leo virá buscar o barco na quarta feira. Ele vem a SP e vai com o Maia até o Rio;
- o freezer deve ficar pronto hoje, dia 10;
- o boiler foi consertado;
- os tambores de diesel estão amarrados;
- a elétrica está revisada;
- o dessalinizador funciona, mas só pode ser testado em alto mar para ver se realmente está a purificar a água.
- à saída de Ilhabela, a caminho não do Rio, mas de Vitória/ES, uma violenta frente fria, com ventos de 40’, obrigou a entrar na Baía da Guanabara para se proteger.
- nesta altura já vai a caminho de Salvador.
Moral da história: O Mussulo II esta pronto para enfrentar o belo passeio que será o trajeto entre Recife e Mindelo, apesar de prever grande parte do tempo, em contravento, bolina, ou até em bordos, para vencer as correntes e os alíseos a sul de Cabo Verde.
Vamos deixar para apresentar a gloriosa equipa de mar para o fim (os últimos serão os primeiros!) e vamos ver a equipa de apoio, em terra, que logo será esquecida pelos seguidores do blog!

Primeiro a senhora:
- Joana Amorim Moysés, agente de viagem (brilhante!), com o encargo de não deixar perder os tripulantes, e levá-los de volta a casa! Um para Angola, dois de volta ao Brasil via para Lisboa, onde um, o Maia, quer ficar um tempinho para conhecer o bom bacalhau, bom vinho, o leitão da Bairrada e a carne de porco à alentejana, em Évora. O comandante, com já foi dito, fará a coroação da sua carreira de velejador, regressando solitário no novo Mussulo II, um espetacular Bavaria 55’;
- depois a equipa de manutenção, Jerônimo, Wander e Edson, que serão apresentados noutra ocasião;
- com o cargo de mais alta responsabilidade, o Victor Neves, o conhecido Capitão Vingança que deverá preparar toda a previsão meteorológica, estudo de ventos & correntes, aconselha a rota, orienta o conserto de possíveis avarias, sem esquecer de transmitir a sua famosa de fazer pão a bordo, para ver qual dos novos candidatos a padeiro melhor se sai. Há prémio em disputa!
O currículo deste grande velejador é invejável, mas por razões muito especiais terá que ficar em terra. Vejam só que parceiro:
- Começou a navegar nas “Chatas de Tejo” aos 6 anos de idade. Aos 7 anos fazia barquinhos de brincar na selha de lavar roupa da minha mãe e rasgando os lençóis para as velas.
Seu primeiro barco Moss ( oferta do Sport Algés e Dafundo aos 8 anos e o pintou de azul e o baptizou com o nome de “Kontiki”. Como não tinha mastro improvisou um com um bordão.
Praticou vela intensiva no Clube Naval de Angola e na Escola de vela da casa do Desportiva em Luanda. Muitas regatas ao longo da Costa de Angola tendo sempre feito tripulação no Argus (que depois foi di-do “tio!) e nos zester sobre as ordens do Cmd José Barreno.
1 lugar na primeira regata ao Lobito a bordo o Argus I. E o a medalha de segundo classificado na 2 Regata ao Lobito a bordo do “Gabrisa”.
Em 1973 ajudado a meter os tubos para os pilares da (Primeira Varandinha) do “nosso” Club Naval.
Em 1975 sob seu comando o “Elise” navegou para a cidade de Cape Tonw (Passagem difícil). 9 anos vice–comodoro do S.B.Y.C. e cerca de 23 anos sócio (ainda me consideram sócio)
Naveguou ao longo da costa Sul Africana ( Atlântico e Indico) tendo rondado a ponta do Cabo 14 vezes em regatas e passagens normais entre False Bay e Saldanha Bay. Participando muito activamente no desenvolvimento da vela Sul Africana na Baía de Saldanha (Fundador das regatas “Fast-Log ) depois de ter ganho a primeira a bordo do seu “Kalunga” foi o seu organizador, Jury, e tudo o mais durante 15 anos.
A Regata da Irmandade da Costa por ele fundada chegou a ser internacional (África do Sul e Angola).
Com o seu 2 Barco o “Calema” naveguou na África do Sul 11.300 nm.
Passou Saldanha Bay-Luanda 3 vezes no comando do “Tuiga”,” Quimera” , “Uanga”;
Uma passagem entre Cape Town e Luanda no comando do “Kinga Só”: 6.000 nm.
Prestou serviços da Durban Maritime Net durante 23 anos prestando toda a assistência de ajuda rádio sobre metrologia e outros assuntos como ajuda de salvamento a centenas de veleiros que atravessavam entre o Cape e América do Sul ou Europa.
Dispos a sua experiencia de homem de metrologia ao “Casvic” Primeiro Português a dar a volta ao mundo em Solitário, assim como a sua audaz passagem entre Lisboa e a antiga Índia (Portuguesa) e volta. Para a comemoração dos 500 anos da chegada de Vasco da Gama a Calecut, tendo sido convidado pelo Governo Português para ter a honra de fazer a ligação a bordo com o Manuel Martins entre S. Miguel e Sines, entrando depois a bordo no dia da Inauguração na doca Exp 1988.
Prestou via rádio toda a informação sobre metrologia ao nosso Irmão da Costa José Fontes nas suas 2 voltas ao mundo a bordo do “Emigrante”.
Também colaborou nas 2 passagem do Mussulo, a primeira no inesquecível Abraço á Vela , e a 2ª entre Cabo Verde e Brasil, sendo nesta tripulante.
Agora também está presente na 3ª passagem entre Recife e Cabo Verde.
Fundou a Irmandade da Costa (B.O.C.S.A) onde ainda é o seu Vigia Internacional e tem o numero de Irmão nr. 1.
Com a ida de alguns elementos da Irmandade da Costa de Angola ao Chile terminou a missão de ajudar a reconhecer esta Mesa que estava inactiva e agora é classe A.
Reformado, jovem longe dos 70 anos é Engenheiro Elecro Mecânico curso acabado na África do Sul, onde foi Superintendente da parte eléctrica da maior frota de pesca do Hemisfério Sul (Sea Harvest).
Tem carta de Chefe de Máquinas, carta de Alto Mar (Sul Africana).
(“Nota da Redação”: Alguém a credite que Vasco da Gama, Cabral, Colombo ou qualquer deles tivesse este currículo marítimo?)

 
- por fim, o “falador” tio Chico, que se limitou a ajudar a planejar a lista da “papa” que será devorada durante o trajeto, “redator em chefe” (e sub-chefe!) do blog, preocupado para repassar as notícias o mais fresquinhas possível, retransmissor diário da meteorologia, e, de certeza, o mais triste por não poder participar... na água. Além disso estar com qualquer currículo depois do que vemos do Victor... só poderia dizer que viajou de navio diversas vezes entre Portugal e Angola e... olhe lá!

No próximo texto falaremos dos “magníficos velejadores” porque já apresentámos a sua “máquina voadora”!
Hoje só algumas "personagens de terra":
Primeiro a melhor agente de viagens do planeta ao lado do “tio” do blog; a seguir Victor, o grande navegador, e uma idéia das suas qualidades culinárias, e por fim o "tio" durante o famoso Abraço a caminho de Luanda.



 
13-06-2011

quarta-feira, junho 01, 2011


Mussulo I

a seguir Mussulo II

e não tarda aí o

Mussulo III


Velejador é assim mesmo. Faz parte do habitual quadro clínico da “doença da vela e do mar”, o querer trocar o “atual” barco por um outro, ou maior, ou mais rápido, ou mais oceânico, ou com menor calado para visitar regiões de corais, ou... mais adaptado para a vela em solitário! Mas o trocar, para quem sonha (e pode!) é doença incurável.

São as yaras nos rios ou as nereíades no mar, as lindas sereias que povoam o imaginário do homem do mar que tanto as ama e deseja, como as respeita, e mulheres que são acabam sempre por vencer.

Não adianta encher os ouvidos com cera, porque o seu canto está nos corações dos aventureiros.

Zé Guilherme nasceu com essa doença... incurável, pelos vistos! Após o final da 1ª série de barcos desde monotipos até ao veleiro de 36’, começou uma nova era cujo ponto alto foi o “Abraço à Vela” entre o Rio e Luanda, no famoso “Mussulo I”.

Logo a seguir estava metido em regatas: Recife - Fernando de Noronha, as muitas voltas a Ilhabela, a sociedade num 32’ especialmente preparado para as regatas, até que entretanto, há dois anos o “Mussulo I” foi trocado pelo “Mussulo II”, saído de Mindelo, Cabo Verde, para o Brasil, conforme, este nosso blog divulgou.

Vai regressar ao seu ponto de partida o “Mussulo II”. O lindo Bavaria 49’, volta para casa com uma tripulação cheia de raça! Raça de gente do mar.

E lá vem nova troca. O “Mussulo III”. Um maravilhosos Bavaria 55’, com um plus (não o dos tribunais...) com uma aventura muito mais empolgante.

Zé Gulherme vai regressar de Lisboa, nesse “transatântico” Mussulo III, mas em solitário.

De qualquer modo o melhor é leram o comunicado que ele mesmo acabou de fazer (atenção: ele enganou-se no endereço do blog que vai, abaixo, correto):



Aos amigos, colaboradores, colegas e amantes da vela:

Estamos para iniciar mais uma travessia do Atlântico numa época pouco convencional e vimos através desta buscar a vossa amizade e apoio para que a vossa energia possa nos acompanhar e levar tudo a bom termo...
Viver os seus sonhos é alguma coisa considerada utópica pela maioria das pessoas. No entanto esta tripulação diz ao mundo que isto não é verdade, temos de andar na contra-mão da história! Os sonhos podem ser alcançados se investirmos neles.
Nessa perspectiva iniciamos o “ABRAÇO À VELA” em dezembro de 2005 com uma viagem que ligou o Brasil a Angola, num pequeno veleiro de 40 pés - o MUSSULO - e três tripulantes (Francisco Amorim, Matheus Miranda Barbosa e eu), cuja intenção, para mim, era retornar ao país mãe, ao país que me formou e que me deu as maiores alegrias e satisfações. Para um o reencontro com as raízes, para outro o retorno ao país que lhe deu as maiores alegrias e para outro ainda a visão de um novo mundo. Em 31 dias de viagem o Mussulo refez uma rota navegada pela última vez em 1849 por portugueses que revoltados com a política colonizadora no Brasil retiraram-se para Angola e chegaram a Mossâmedes (como se escrevia nessa época), atual Namibe. Provou que o Oceano Atlântico não é uma barreira entre Brasil e Angola, mas sim um meio de interligar os dois países, ou seja, o mar, os rios, são meios de interligar pessoas e não barreiras como muitos pensam. Os portugueses (aqueles do antigamente) pensaram assim e fizeram exatamente isso, usaram as barreiras dos oceanos como aliados e transformaram os mesmos em pontes ou melhor dizendo “vias”de interligação pelo mundo afora. No Google a nossa travessia e o site http://www.abracoavela.blogspot.com/ (este blog) tem mais de 2.750.000 acessos.
Em 2005/2006 levamos a Angola UM ABRAÇO e em 2009 cumprimos a mesma tarefa, mas desta vez de Cabo Verde para o Brasil. Trouxemos o MUSSULO II de Mindelo para o Brasil com uma tripulação predominantemente angolana (Carlos Pereira de Almeida – o Nico, Victor Mestre, Bernardo Guerreiro e eu) e cumprimos mais uma etapa deste projeto que divulga a vela, o espírito de aventura e principalmente divulga a possibilidade de efetivar os seus sonhos e desejos.
Neste novo projeto o próximo “ABRAÇO À VELA” iniciará em 16 de julho de 2011 uma viagem de volta para Cabo Verde com quatro tripulantes (Carlos Pereira de Almeida, Carlos Campos Maia, Carlos Ballarati e eu) e levará o Mussulo II de volta a Mindelo onde ficará à espera de um novo dono que seja digno dele. Devido à época do ano esperamos ter vento contra durante uma boa parte do trajeto, mas teremos a compensação de não ter as calmarias do Equador...
A volta será feita de Lisboa para o Brasil com o novo Mussulo III e a novidade é que a viagem será em solitário, apenas eu! Mais um desafio para comemorar os 50 anos de vida e para rever (apesar dos confortos dos barcos modernos) como foi a odisséia dos nossos antepassados. Pela primeira vez um português de angola fará uma “travessia trans-oceânica” em solitário!!!
Como disse no começo deste texto o apoio de todos é parte do sucesso deste empreendimento, mantenham contato com o site http://www.abracoavela.blogspot.com/ (este mesmo blog) encham de boa energia esta iniciativa e recebam as notícias atualizadas bem como façam os comentários que desejarem.
Abraços à vela e muita água embaixo da quilha é o que desejamos a todos

J Guilherme Caldas

N. Final: para ficarem com mais inveja vejam também o site: http://www.bavaria-yachtbau.com/en/sailing-yachts/cruiser-55.html
 
01/06/2011

sexta-feira, maio 28, 2010

A   DEVASTAÇÃO







Quem leu “Mussulo – Um Abraço à Vela”, talvez se lembre (ou, pelo menos pode ir relembrar!) o que diz nas páginas 43 e 45.

Na fase de treinamento da tripulação para a grande (sim, grande) travessia do Atlântico, para ir abraçar os nossos irmãos angolanos, navegamos alguns dias na maravilhosa região de Angra dos Reis.

 

A Ilha Grande, à entrada da baía (angra) de Angra dos Reis
mostrando a localização do "Saco do Céu"

E ...
Pag. 43 - Pernoite, fundeados no maravilhoso “Saco do Céu”, mar de banheira, noite bastante fresca ainda, uma delícia.



Pag. 45 - À noite escolhia-se uma entre as muitas dezenas ou centenas de pequeninas baías abrigadas para fundear, muitas delas com a possibilidade de descer a terra e comer num modesto restaurante de pescadores. Apesar de modestos, a alguns, a sofisticação parece já ter ali chegado, sobretudo no nome da humilde moça que, uma noite, nos serviu um saboroso vermelho frito:

- O seu nome?

- Lady Daiane.

Que maravilha! O nome da linda princesa de Inglaterra que visitou Angola na sua campanha contra a fabricação de minas pessoais, que tanto estrago fez na sofrida população deste país! Era mais uma simpática coincidência a fazer a ligação Brasil - Angola!

Noites dormidas no maior sossego, o que não vai acontecer durante a travessia, no meio de um ambiente que a natureza conseguiu até hoje preservar e que é de uma beleza de difícil descrição.



O “Saco do Céu” é assim chamado porque durante, o mar totalmente calmo refletia as estrelas!

O "Saco do Céu" e seu entorno selvagem, vendo-se um veleiro fundeado.
Seria o "Mussulo" ?


E, quando o livro foi escrito, em 2006, toda aquela área que cirndava o “Saco do Céu” estava milagrosamente preservada.

Mas... o dinheiro sempre continuou a falar mais alto do qualquer coisa.

Um, ou mais, descendentes de um famoso “bicheiro” do Rio (para quem não sabe, bicheiro é o dono do “jogo bicho”, loteria proibida mas vendida nas barbas de todos, inclusive da polícia), milionários corruptos e corruptores, que sempre compraram governantes, políticos, polícia, etc. lembrou-se de construir uma mansão, na medida da sua fortuna, na floresta, ainda original, atrás do “Saco do Céu”.

Pelas fotos abaixo, publicadas no jornal “O Globo” pode ver-se o imenso crime ambiental que foi cometido.

Um aspeto do crime: a devastação.
Atrás do pouco mato que deixaram como "cortina", vêm-se algums embarcações fundeadas


O poder do dinheiro !


Por este andar não tarda a que aquele lugar maravilhoso se transforme em “Saco de Lixo”!

Que tristeza, e revolta!

28-Maio-2010

terça-feira, agosto 11, 2009

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De Mindelo em Cabo Verde
ao Recife no Brasil
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Muita gente acompanhou mais este “Abraço à Vela”, mas é possível que grande parte desses acompanhantes pouco saiba sobre a cidade do Mindelo.
Na história de Portugal fala-se (ou falava-se ?) muito no famoso desembarque no Mindelo, onde D.Pedro I/IV, saído dos Açores, foi “resolver” o problema da sucessão entre sua filha, D. Maria II e o irmão D. Miguel e tentar dar mais liberdade ao povo, mas que só ajudou a fomentar uma guerra civil que durou um monte de anos, enquanto o país, pequenino e pobre se foi degradando cada vez mais.
Este Mindelo nada tem a ver com o caboverdeano. Aquele fica no Norte de Portugal em Vila do Conde, apesar de não ter sido aí o desembarque de 1832, mas uns 10 quilometros mais a Sul, perto de Matosinhos, ficou com a fama, o que não altera a história de Portugal, muito menos a dos nossos navegadores que saíram da simpática cidade de Mindelo, nem quilómetro abaixo, nem acima!

Mindelo, Cabo Verde, visto pelo Google

Mindelo, o “nosso”, na ilha de São Vicente, descoberta em 1462, pertence ao grupo das ilhas de Barlavento, mais a Norte, tem um clima agradável, e gente ainda mais. O seu Porto Grande, o melhor de todas as ilhas foi quem lhe proporcionou o desenvolvimento que hoje continua a ter.

Mapa "turístico" de Cabo Verde


e visto pelo Google


Só no começo do século XVIII a ilha começa a ter alguns habitantes, tendo começado por se chamar Nossa Senhora da Luz, depois D. Rodrigo, mais tarde Vila Leopoldina em homenagem à Imperatriz do Brasil, mulher de D. Pedro I, e só em 1838 fixou o seu nome em Mindelo. Em 1858 foi elevada à categoria de Vila e em 1879 a cidade. Neste século XVIII algumas das outras, como Santiago, Fogo, Brava, foram alvo de constante ataque de piratas, franceses e ingleses, que roubavam e destruíam tudo o que as pobres populações, Deus sabe com que esforço, obtinham para sobreviver em clima tão difícil.
Com o início da navegação a vapor fez-se necessário um ponto de escala e reabastecimento de carvão para os navios que demandavam a América do Sul, a África e até o Oriente, uma vez que não existia ainda o Canal do Suez.
Assim em 1850 o governo português autoriza o cônsul britânico, John Rendall, a instalar na ilha um depósito de carvão, com essa finalidade.
Começa aí o desenvolvimento de São Vicente e particularmente de Mindelo onde se encontra o seu magnífico porto de mar, que volta a decair quando os navios deixam o carvão como combustível e passam a óleos. As companhias petrolíferas interessam-se pela “herança” e instalam depósitos de nafta. Hoje, já sem essa “clientela” marítima Mindelo voltou a crescer, é já um magnífico atrativo para o turismo, não só para aqueles que indo da Europa procuram lugares exóticos e sossegados para curtir umas belas férias, como praticamente todos os velejadores que cruzam o Atlântico, para as Américas ou para África. Os nossos navegantes trouxeram saudades dos bons “Abraços” que deram naquela terra, das mornas e coladeiras que por lá ouviram (e dançaram ?), e continuam agradecidos a todos aqueles que os ajudaram,

inclusive o garoto que auxiliou o grande mestre de cozinha nos magníficos petiscos que por lá preparou!
Saravá, Mindelo!


do Brasil, por Francisco G. de Amorim

sexta-feira, agosto 07, 2009

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Palavras do comandante
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Entretanto o MUSSULO II descansa algures por aqui. Bonito, hein?

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Caros amigos, apoiadores e admiradores da vela:
Às 12:30 do dia 05 de Agosto acabou mais uma etapa do "ABRAÇO A VELA". Desta vez unindo um pequeno arquipélago - Cabo Verde - e o Brasil. Rota modificada de Pedro Álvares Cabral com muito contravento e sem nenhuma calmaria, típica desta região!! Quero agradecer em primeiro lugar à tripulação do Mussulo II - Nico, Victor e Bernardo pelo trabalho de equipe e ânimo elevado que permitiu passar pelas más situações e ao mesmo tempo apreciar as boas. Em especial o agradecimento para o apoio em terra do Tio Chico (Francisco Gomes Amorim) e do Capitão Vingança (João Costa) insuperáveis nas previsões, nos conselhos e na disponibilidade; tenham certeza de que foram fundamentais para a travessia ter terminado a contento. Agradeço ainda o apoio do David Jorge, do meu irmão Zé Filipe, cunhada Gabriela e sobrinho Carlos. Por último o agradecimento a todos que apoiaram e criaram uma fonte de energia que permitiu superar todas as adversidades, em especial à minha mulher Leonor. Até a próxima etapa José Guilherme Caldas
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A próxima será, possivelment em Outubro: trazer o MUSSULO II do Recife para o Rio.
A seguir... quem sabe?

quarta-feira, agosto 05, 2009

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RECIFE

Bem chegados! Basta ver a cara de quem fez tanto "sacrifício"!
O Nico, pela barriga, vê-se bem a fome que passou a bordo, enquanto os restantes também não desmerecem do cozinheiro.
Parabéns para ele e para todos.

E o "MUSSULO II" descansando dos maus tratos do mar... e dos tripulantes, impondo-se no meio de dois possíveis pernambucanos.

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05 de Agosto
Chegada a Recife
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11H10 hora do Brasil.
Estão a entrar no porto do Recife.


O José Filipe a fotografar para a posteridade (também) essa chegada, mandou dizer por email:
Estamos no molhe do porto e já se vê o Mussulo ao largo. Devem entrar no porto as 15:00 hrs GMT. Não podem entrar no clube Cabanga onde ficara o Mussulo porque a maré esta baixa. Somente as 20:00 poderão entrar. Entretanto vão tratar da questão legal de entrar no Brasil.
Cerca de 2.000 milhas ainda a conferir.
Abraços a toda a tripulação.
Esperamos que tenham trazido alguns sarrajões!!!

terça-feira, agosto 04, 2009

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04 de AGOSTO
Terra - quase - à vista
18h00 do Brasil
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Felizes da vida: pescaram um "primo " do atum e até caldeirada houve a bordo!
Calculam chegar entre meio dia e 14H00 locais.
Depois... caiu a ligação e... mais nada!
Tentei ligar para o Iridium mas caiu no "mail box"!
Resultado: até amanhã!
Meia hora depois... ligaram de novo!
De manhã apanharam mar grande, ondas de até 5 metros, ventos de 35 nós, e chuva forte por três vezes. Creio até que ultrapassavam os 17 metros do Matheus. Hoje é que foi mesmo!
Às 18H00 estavam a 06° 29' S e 33° 42' O, o que lhes dava uma singradura de 176 milhas (cálculo meu, porque esqueceram de me passar)
Velocidade média de 7 nós e rumo 238 e vento de SSE e SE.
Esperam chegar ao Recife entre as 12H00 e 14H00, mas devem precisar de um marinheiro prático do Club porque as águas, mesmo na praia-mar são muito baixas.
Já sabem o nome do maravilhoso peixe que deu até caldeirada: Sarrajão, ou Bonito do Atlântico, Nome Científico: Sarda sarda, Família: Scombridae, Grupo: Peixes Ósseos, Classe: Peixes. Enfim, uma delícia!
Amanhã acaba a farra!
Depois cada um contará as suas impressões, o tamanho das ondas e, no próximo mês o Mussulo II sairá com nova tripulação do Recife para o Rio.
Depois a gente conta mais!

Dia 13 - 04 Agosto 09 - 10:00 GMT


Plotámos a posição de hoje ás 10:00 GMT e o Mussulo II está a 240 milhas de Recife.
Baseados na singradura desde ontem ás 21:00 GMT até à posição de hoje (05º 07' S e 32º 57' W) ás 10:00 GMT, a média foi de 7,0 Kn.
Ou seja mantendo esta mesma velocidade levariam ainda 34 horas para chegar a Recife. Isto é estariam em Recife amanhã, 05 de Agosto por volta das 20:00 GMT ou 16:00 horas locais.
De qualquer modo no contato de hoje á tarde teremos uma posição mais realista.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Dia 12 -03/08/09 - Fernando Noronha

Passaram hoje ao largo de Fernando Noronha a belissima ilha brasileira, distrito do estado de Pernambuco.

Deverão chegar a Recife entre o final de tarde de dia 5 e madrugada de dia 6 de Agosto.

Dia 12 -03/08/09 - Fernando Noronha





Dia 12 -03/08/09 - Fernando Noronha


Fernando de Noronha ou Fernão de Noronha é um arquipélago brasileiro pertencente ao Estado de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um distrito do estado de Pernambuco desde 1988.
A ilha principal tem 17 km² e fica a 490 milhas de Recife, capital de Pernambuco.

Ver imagens da beleza desta ilha no Google Earth
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03 de Agosto
Fernando de Noronha
já foi fotografada!
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Andaram um bocado enrolados nas proximidades de Fernando de Noronha, por onde passarm às 21H00 GMT.
Os rochedos enganaram o vento que lhe apareceu de S.
Passadas as ilhas, o vento voltou para SSE / SE, 15 a 20 nós, e seguem agora para Recife.
Estavam a velejar a 6,5 kn, na
posição 03° 52'S e 32° 23' O.
Singradura de 185 milhas.
Mas... peixe... nada! Os peixes brasileiros não reconhecem iscas angolanas! E o cozinheiro está, psicologicamente, deprimido! Ficam-se na saudade de um atum à moda do "Chefe Victor"!!!
De resto, sente-se pela conversa, reina a boa saúde e disposição a bordo.
Quinta feira devem por os pés em terra!
Que os recebam com um frevo e muita cerveja!

Dia 11 -02/08/09 - Ventos

Dia 11 -02/08/09 - Ondas

Dia 11 -02/08/09 - Rumo a Recife


Ventos favoráveis de SSE, que continuam permitindo o rumo direto a Recife.

O Mussulo II está a 170 milhas de Fernando Noronha, onde passarão ao largo dia 03 de Agosto.

Mantendo-se estas condições, considerando que faltam 490 milhas, devem chegar a Recife dia 04 de Agosto, próxima quarta-feira em horário a confirmar.

domingo, agosto 02, 2009

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02 de Agosto
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Passaram o Equador às 03H39 GMT, e o "tio" Neptuno, como sempre, foi de extrema amabilidade: assim que cruzaram a linha o mar acalmou, o vento mudou um pouco de quadrante e a viagem prosseguiu muito mais rápida e tranquila!
Pescar... NADA. Levam tudo que é apetrecho a bordo: eletrónico, mecânico, farmacêutico, alimentar, mas... faltou um pesqueiro e assim os atuns quando chegam perto do barco fazem um gesto feio e mandam-se de volta, para grande desespero do cozinheiro, grande chefe.
Devem passar amanhã perto de Fernando Noronha, cerca do meio dia, e estimam a chegada ao Recife quarta feira até ao meio dia.
Posição 01° 49' S e 31° 06 O
Rumo 225° e singradura 201 milhas.
Belo Mussulo II que se comporta maravilhosamente!
Até breve, grandes nautas.
Bons ventos e boa viagem.